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Justiça

8/1: julgamento mais importante da democracia mundial também é um dos maiores do mundo

Jair Bolsonaro segue em prisão domiciliar, se condenado, pode pegar até 43 anos de prisão

8/1: julgamento mais importante da democracia mundial também é um dos maiores do mundo

Em andamento desde o dia 2 de setembro, o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro já pode ser considerado o mais importante da democracia mundial e também, um dos maiores do mundo. Com previsão de término na sexta-feira (12), a investigação visa apurar a tentativa de golpe de Estado em 2023, que gerou o acontecimento histórico de 8 de janeiro. Além de Bolsonaro, outros sete réus do chamado ‘núcleo crucial’ também estão sendo investigados. 

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Além da dimensão política do caso, o que também tem chamado atenção no julgamento é o caráter inédito em termos de volume de provas reunidas. A defesa recebeu cerca de 70 terabytes de material, quantidade que, segundo a CNN Brasil, exigiria mais de R$ 25 mil em HDs externos para armazenar o conteúdo. 

Entre os dados reunidos, estão cerca de 225 milhões de mensagens e áudios, além de mais de 81 páginas de autos processuais, conforme levantamento da Época Negócios.

Há ainda divergências quanto ao volume exato de dados. Enquanto veículos como Agência Brasil, Carta Capital e CNN Brasil citam 70 terabytes, a BBC reporta 80 terabytes, número que, segundo a defesa, corresponderia a impressionantes 44 bilhões de páginas.

Para se ter uma ideia da magnitude, as alegações finais apresentadas pela Procuradoria-Geral da República, com 517 páginas, ocupam apenas 5,17 MB de espaço digital. Isso equivale, por exemplo, a um HD capaz de guardar cerca de 35 milhões de livros digitais — considerando a média de 2 MB por e-book.

A defesa de Bolsonaro

Mas, mesmo com todos esses conteúdos, no segundo dia de julgamento, o advogado Celso Vilardi, defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro, destacou: “Não há uma única prova que atrele o presidente ao Punhal Verde e Amarelo, à Operação Luneta e ao 8 de janeiro. Aliás, nem o delator, que eu sustento que mentiu, chegou a dizer ‘participação em Punhal, em Luneta, em Copa, em 8 de janeiro’. Nem o delator. Não há uma única prova.” 

Segundo a BBC, também há reclamações quanto à duração do processo. Para Bolsonaro, o ministro Alexandre de Moraes acelerou o andamento por questões políticas. As defesas de Bolsonaro e Braga Netto argumentam que foram prejudicadas pela falta de tempo para examinar todo o material.

Assista ao segundo dia de julgamento, onde a defesa de Jair Bolsonaro diz “Não há uma única prova”