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Justiça

Quem são os réus da investigação do 8 de janeiro? 

Se condenados, a prisão não vai ocorrer de forma automática, é preciso esperar a análise dos recursos

Audiência de custódia de Bolsonaro deve acontecer neste domingo; saiba mais

O julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e dos sete réus do chamado ‘núcleo crucial’ está em andamento desde o dia 2 de setembro, a previsão é que a decisão final seja divulgada na sexta-feira (12). Até o momento, o que se sabe é que Alexandre de Moraes e Flávio Dino votaram pela condenação de Bolsonaro, já Luiz Fux votou pela absolvição. 

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A investigação tem como objetivo apurar o acontecimento de 8 de janeiro de 2023, quando apoiadores de Bolsonaro invadiram as sedes dos Três Poderes em Brasília, motivando a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR). 

Crimes

Os réus enfrentam acusações que refletem a ameaça direta às bases do regime democrático, já que respondem por cinco crimes: tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado, participação em organização criminosa armada, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.

Os réus 

Além do ex-presidente Bolsonaro, o STF julga também Alexandre Ramagem, ex-diretor da Abin; Almir Garnier, ex-comandante da Marinha; Anderson Torres, ex-ministro da Justiça; Augusto Heleno, ex-ministro do GSI; Mauro Cid, ex-ajudante de ordens; Paulo Sérgio Nogueira e Walter Braga Netto, ambos generais da reserva e ex-ministros.

Alexandre Remagem (PL-RJ), é deputado federal e durante o governo Bolsonaro, foi diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), mas antes de ingressar na política, Alexandre era delegado da Polícia Federal. Se aproximou de Jair Bolsonaro após a facada em 2018, onde foi designado a chefiar a equipe de segurança do atual ex-presidente.

Durante o atentado de 8 de janeiro, Alexandre estava viajando, preso assim que retornou ao Brasil e quatro meses depois, foi solto. 

Almir Garnier é almirante de esquadra e ex-comandante da Marinha no governo de Bolsonaro, segundo a acusação da PGR, ele foi o único comandante das Forças a concordar com o plano de golpe de Estado. 

Anderson Torres é ex-ministro da Justiça e secretário de Segurança do Distrito Federal, do governo Bolsonaro. Ele exercia o cargo de secretário de Segurança durante o acontecimento de 8 de janeiro de 2023. 

Augusto Heleno é general do exército e durante o governo Bolsonaro, foi ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI).

Mauro Cid, que agora ocupa o lugar de delator no processo, é tenente-coronel do Exército e já foi ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, função de militares no auxílio de tarefas diárias de um presidente. 

Segundo a BBC, Cid confirmou em um depoimento ao STF que Bolsonaro “discutiu e revisou minutas de documentos para decretar estado de sítio com o objetivo de impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)”.

Paulo Sérgio Nogueira é general da reserva e durante o último ano do governo Bolsonaro foi ministro da Defesa. Ele também teria estado nos encontros em que Bolsonaro apresentou a minuta de golpe para os comandantes das Forças Armadas.

Walter Braga Netto é general da reserva e foi ministro da Casa Civil e da Defesa durante o governo Bolsonaro, também foi candidato a vice-presidente de Bolsonaro nas eleições de 2022. 

Braga Netto está preso desde dezembro de 2024 por ordem de Alexandre de Moraes.