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Justiça

STF forma maioria para condenar Bolsonaro e aliados por todos os crimes na Trama Golpista

Voto da ministra Cármen Lúcia soma-se ao do relator do caso, Alexandre de Moraes e Flávio Dino

STF forma maioria para condenar Bolsonaro e aliados por todos os crimes na Trama Golpista

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria para condenar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) todos os crimes no processo que apura a tentativa de golpe de Estado de 8 de janeiro de 2023.

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O ex-presidente e outros sete réus responderam por tentativa de abolição violenta do Estado democrático de Direito; organização criminosa armada; dano qualificado contra patrimônio da União; e deterioração de patrimônio tombado.

Até quarta-feira (10), três ministros já haviam votado: Flávio Dino, Alexandre de Moraes (relator), que votaram pela condenação, e Luiz Fux, que votou pela absolvição. Cármen Lúcia, foi a quarta a votar e formou maioria pela condenação.

O voto de Cármen Lúcia também deu veredito para condenar:

  • Alexandre Ramagem, deputado federal e ex-diretor-geral da Abin (Agência Brasileira de Inteligência);
  • Almir Garnier, almirante de esquadra que comandou a Marinha no governo de Bolsonaro;
  • Anderson Torres, ex-ministro da Justiça de Bolsonaro;
  • Augusto Heleno, ex-ministro do GSI (Gabinete de Segurança Institucional) de Bolsonaro;
  • Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro;
  • Paulo Sérgio Nogueira, general e ex-ministro da Defesa de Bolsonaro;
  • Walter Souza Braga Netto, ex-ministro da Defesa e da Casa Civil no governo de Bolsonaro, candidato a vice-presidente em 2022.

Bolsonaro é acusado de ser o líder dessa organização que tentou impedir o presidente Lula de assumir a presidência e atuar para “dar ordens”.

Próximos passos

O presidente da Turma, ministro Cristiano Zanin, será o próximo a votar. Mesmo que ele vote pela absolvição, não será capaz de reverter o resultado da condenação.

Se o placar ficar em 3 a 2 pela condenação, a defesa de Bolsonaro poderá solicitar o recurso chamado embargos infringentes, que leva o processo para o Plenário do STF, com os 11 ministros.

Depois dos cinco votos, os ministros discutirão a dosimetria, que é o tamanho das penas. Para isso, o debate levará em conta o grau de importância da participação de cada réu nos fatos criminosos.