Recentemente, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, havia anunciado, através da porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, que, caso o ex-presidente Jair Bolsonaro fosse condenado na investigação do Supremo Tribunal Federal (STF), os EUA iriam intervir com seu poder econômico e militar contra o Brasil.
O assunto voltou a ser pauta no fim desta quinta-feira (11), após o STF anunciar a condenação de 27 anos e três meses de prisão em regime fechado para Bolsonaro, e penas parecidas para os outros sete réus do conhecido ‘núcleo crucial’.
Donald Trump se mostrou ‘surpreso’ e ‘descontente’ com a decisão. Em entrevistas para a CNN Brasil e outros jornalistas, o presidente dos EUA elogiou o ex-presidente Bolsonaro.
“Eu assisti ao julgamento. Eu o conheço muito bem. Líder estrangeiro, ele era um bom… eu achava que ele era um bom presidente do Brasil. E é muito surpreendente que isso tenha acontecido. É muito parecido com o que tentaram fazer comigo, mas não conseguiram”, declarou Trump.
Quem também se mostrou descontente e deixou seu posicionamento foi o Secretário do Departamento de Estado dos EUA, Marco Rubio. Ele criticou o ministro Alexandre de Moraes e outros ministros do STF, além de deixar uma ‘ameaça’ no final.
“As perseguições políticas do violador de direitos humanos Alexandre de Moraes, sancionado, continuam, já que ele e outros membros do Supremo decidiram injustamente pela prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro. Os Estados Unidos responderão de forma adequada a essa caça às bruxas”, disse o secretário em post feito no X (antigo Twitter).
Post do Secretário Marco Rubio
Dentro deste cenário, é possível que o desfecho do julgamento complique ainda mais os conflitos entre Washington e Brasília.
Com uma possível nova ‘ameaça’ ao país, o Itamaraty também se posicionou através de um post na mesma rede social, X (antigo twitter), e rebateu a fala de Marco Rubio.
Nota do Itamaraty em resposta a Marco Rubio
O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, o então deputado Eduardo Bolsonaro, se mudou para os EUA em busca de apoio de Donald Trump contra os processos criminais do pai.
Eduardo Bolsonaro deu entrevista para a agência de notícias Reuters, onde disse que espera que novas sanções sejam aplicadas pelos EUA contra autoridades brasileiras. Ele citou sanções sob a Lei Magnitsky contra todos que votaram pela condenação de Bolsonaro.
“Se esses juízes da Suprema Corte continuarem acompanhando Moraes, eles também correm o risco de enfrentar a mesma sanção”, declarou o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.

