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Economia

PIB brasileiro pode reduzir após tarifaço imposto pelos Estados Unidos

Além disso, outro efeito esperado é o aumento do desemprego

PIB brasileiro pode reduzir após tarifaço imposto pelos Estados Unidos

De acordo com a Secretaria de Política Econômica (SPE), do Ministério da Fazenda, o Produto Interno Bruto (PIB), terá uma redução de 0,2 ponto percentual entre agosto de 2025 e dezembro de 2026. A redução é efeito da decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em impor tarifas de 50% em produtos brasileiros importados. 

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Segundo o Boletim Macrofiscal, divulgado na quinta-feira (11), pela SPE, o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), deve ter uma alta de 4,8% – alta acima do teto da meta perseguida do Banco Central (BC), que é 3% ao ano, com tolerância de 4,5%.

Em entrevista para a Folha de São Paulo, a Secretaria de Política Econômica falou sobre as concessões de crédito e a taxa de desemprego. “O ritmo da expansão das concessões de crédito tem se reduzido, junto com o aumento das taxas de juros bancárias e na inadimplência. Embora a taxa de desemprego siga no menor patamar da série histórica, já se percebe uma tendência de desaceleração na expansão da massa de rendimentos real.” 

As tarifas impostas pelos EUA para as exportações de produtos brasileiros podem contribuir nos próximos meses para o recuo na produção da indústria da transformação e nas vendas do varejo restrito. 

Segundo a Folha de São Paulo, durante a apresentação do boletim, o secretário de Política Econômica, Guilherme Mello, afirmou que o índice de incertezas chegou a um nível muito elevado devido às altas das tarifas. Situação semelhante ao fim dos anos 1920, quando houve um desarranjo global com a crise do padrão ouro. 

Desemprego

Um modelo em conjunto com a agência francesa de desenvolvimento foi criado para calcular os impactos das tarifas, afirmou Rafael de Azevedo Ramires, coordenador do boletim, para a Folha de São Paulo. 

“O desemprego se eleva em 0,1%, o que representa 138 mil postos de trabalho a menos, que estão mais concentrados na indústria”, afirmou o coordenador.