Ainda não se sabe o que irá acontecer com o Banco Master. Segundo o Estadão, quatro saídas são possíveis: intervenção, liquidação, oferta de compra dos ativos por um terceiro ou uma nova configuração da operação pelo BRB. Diante de toda a incerteza, uma fala alto: como isso afeta nas eleições em Brasília?
As eleições para governador acontecem no próximo ano, porém o presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), ex-Ministro-Chefe interino do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República do Brasil, Ricardo Cappelli, levanta preocupações de como a BRB pode quebrar diante da evolução dos fatos, referindo-se à gestão do atual governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha.
Na visão de Cappelli, os acontecimentos podem indicar uma “grave incompetência” na gestão do BRB, trazendo à tona uma grande rede de corrupção. “Como Ibaneis vai explicar que envolveu o Banco de Brasília num conjunto de operações que minaram a saúde financeira da instituição? O BRB não terá como esconder por muito tempo essa situação nos seus balanços.”
Diante do possível impacto político nas eleições de 2026, Cappelli encerra dizendo: “A população vai olhar para essa situação com normalidade? Então é claro que teremos um impacto político muito forte. Eu estou ansioso para vê-los explicar essa lambança no período eleitoral.”
Banco Master
Recentemente o futuro do Banco Master entrou em jogo, isto porque o Banco Central (BC) indeferiu o acordo de compra de parte do Master pelo Banco de Brasília.
A expectativa era de que o BRB conseguisse uma aprovação de compra no valor de R$ 2 bilhões de 49% das ações ordinárias e 100% das preferenciais do Banco Master.
Entretanto, correndo contra o tempo, segundo a Folha de São Paulo, o ex-presidente Michel Temer (MDB), foi procurado pelos controladores do Banco Master e do Banco de Brasília com o objetivo de destravar as negociações entre as empresas barradas pelo Banco Central.
Há uma relação direta entre Temer e o governador do Distrito Federal, conforme diz a Folha de São Paulo.

