O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), coordenou nesta quarta-feira (24) a 2ª edição do encontro “Em Defesa da Democracia e Contra o Extremismo”, realizado na sede da Organização das Nações Unidas (ONU), nos EUA. Entre as falas, o chefe de Estado brasileira cobrou resposta da esquerda para o avanço do extremismo no mundo.
O evento reúne representantes de cerca de 30 países e é coorganizado pelo Chile, comandado pelo presidente Gabriel Boric, e pela Espanha, liderada por Pedro Sánchez.
O encontro acontece um dia após a abertura da 80ª Assembleia-Geral da ONU, que aconteceu na terça-feira (23) e foi aberta pelo discurso do presidente Lula.
A proposta do encontro em líderes globais, entre outras coisas, visa uma diplomacia mais para cooperação internacional contra a deterioração das instituições, a desinformação, a escalada do discurso de ódio e avanço da desigualdade social.
A primeira edição do evento ocorreu este ano no Chile. Em julho, o encontro contou com a participação dos presidentes do Brasil, da Espanha, Colômbia e do Uruguai.
Discurso de Lula
O presidente destacou o seu início na política, desde sua participação no sindicato até sua caminhada atual.
“Eu era simplesmente um metalúrgico que gostava de futebol e fui para o sindicato. Jamais imaginei ir para um sindicato, jamais imaginei ir para política”, afirmou.
Lula relembrou a criação do PT e a participação de movimentos sociais na política. E também fez autocríticas aos líderes de esquerda presente, questionando onde a esquerda errou ao permitir o avanço da extrema direita.
“O que me importa hoje é a gente responder, para nós mesmos: ‘Onde é que os democratas erraram? Onde é o momento que a esquerda errou? Por que é que nós permitimos que a extrema-direita crescesse com a força que está crescendo? É virtude deles ou é incompetência nossa?’ Vamos responder para nós mesmos, o que é que nós deixamos de fazer para fortalecer a democracia? Onde é que nós erramos? O que é que eu fiz como presidente da República para fortalecer a organização popular e social? Porque muitas vezes a gente ganha as eleições com discurso de esquerda, e quando a gente começa a governar, a gente atende muito mais os interesses dos nossos inimigos do que dos nossos amigos”.

