A inflação acelerou em setembro deste ano e superou a expectativa do mês. O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) subiu 0,42% no período, avançando em relação ao mês anterior, quando subiu 0,36%. Calculado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), esse índice mede a variação do custo de vida.
O resultado ainda mostra queda de 0,94% no custo de vida no ano de 2025, apesar de alta de 2,82% nos últimos 12 meses. Segundo a CNN, a expectativa era de um aumento em 0,35% índice.
O economista do FGV IBRE, André Braz, afirmou, em nota, que o preço da energia elétrica se tornou a principal influência sobre o IGP-M. Para Braz, o término do bônus de Itaipu elevou o preço da energia.
Além disso, a taxa do Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) subiu 0,49%, frente a 0,43% em agosto. “Não houve alta nas matérias-primas, mas a queda entre os bens finais foi menos intensa, o que favoreceu a aceleração do IPA. Esse movimento, de matérias-primas subindo menos, pode reduzir a pressão por repasses ao longo da cadeia produtiva“, explicou o economista.
O grupo de Bens Finais caiu 0,02% em setembro, após queda de 0,55% em agosto. Já o estágio das Matérias-Primas Brutas subiu 1,47% em setembro, ante alta de 1,56% no mês passado.
Por sua vez, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) subiu 0,21% em setembro, inferior a alta de 0,70% em agosto. Todos os três grupos constituintes do índice apresentaram queda na taxa de variação: o grupo Materiais e Equipamentos caiu de 0,56% para -0,05%; a variação do grupo Serviços recuou de 0,82% para 0,18%; e o grupo Mão de Obra desacelerou de 0,85% para 0,54%.

