O Drex, nome escolhido pelo Banco Central (BC) para a moeda digital brasileira, está no centro das discussões sobre o futuro do dinheiro no país. Ele foi apresentado como um ativo digital com paridade de 1 para 1 com o real.
O projeto promete ampliar a inovação no sistema financeiro, permitindo contratos inteligentes, tokenização de ativos e transações mais baratas.
O que é o Drex?
O Drex nada mais é do que o real digital e é emitido por plataforma digital operada pelo Banco Central. Por isso, fala-se que ele é uma moeda digital de banco central (CBDC, de Central Bank Digital Currency, na sigla em inglês).
Diferente do que é Pix, que é apenas um meio de transferência instantânea, o Drex seria o próprio dinheiro em formato digital, acessado por meio de bancos e fintechs.
A ideia é que, além de transações comuns, seja possível realizar operações mais complexas, como registro digital de imóveis, contratos programáveis e tokenização de recebíveis, de forma mais rápida e segura, como explicou matéria do Valor Econômico.
O que diz a Fazenda?
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, tem reiterado que a moeda digital não substituirá o dinheiro físico nem permitirá rastrear gastos individuais.
Na semana passada, Haddad rebateu críticas e disse que a moeda não está sendo criada com o objetivo de monitorar e controlar operações financeiras realizadas pelos brasileiros. As falas foram ditas durante o podcast 3 Irmãos e reproduzidas pela Exame.
Testes
O Drex está em fase piloto, com participação de bancos, fintechs e consórcios que testam casos como empréstimos, registros imobiliários e contratos inteligentes. Mas os resultados até aqui mostraram entraves. Em 2026, a moeda deve iniciar sua 3ª fase.
Agora, estão sendo feitos casos de uso e seus potenciais benefícios para o sistema financeiro e sociedade, como explicou o BC.

