O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que a inflação deve permanecer dentro da banda de tolerância até o fim de 2025. De acordo com informações do InfoMoney, ele concedeu uma entrevista à TV Record na última segunda-feira (06), onde declarou que “a inflação já está em queda” e que o índice pode encerrar o ano “dentro da banda”.
Haddad destacou que o Banco Central (BC) tem atuado de forma rigorosa no controle dos preços e que os resultados começam a aparecer. “A inflação já está em queda. O Banco Central fez a sua parte. Alguns reputam até exageradamente, pelo nível da taxa de juros”, disse.
Segundo o ministro, a inflação acumulada durante o atual mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve ser “a menor da série histórica desde o Plano Real”.
O presidente do BC, Gabriel Galípolo, lembrou, no entanto, que o Boletim Focus ainda não mostra convergência total das expectativas para a meta até 2028. Mesmo assim, Haddad garantiu que o Governo continuará perseguindo o objetivo de estabilizar os preços.
Meta de inflação dentro da banda: o que significa?
Segundo o Banco Central, a meta de inflação é um mecanismo que orienta a política monetária e busca garantir estabilidade nos preços. No Brasil, o regime foi criado em 1999 e tem como referência o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), calculado pelo IBGE.
A meta atual é de 3% ao ano, com tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Isso significa que, enquanto a inflação estiver entre 1,5% e 4,5%, o país estará dentro da chamada banda de tolerância. Quando o índice ultrapassa esse intervalo por seis meses consecutivos, o BC precisa justificar publicamente o descumprimento.
Por que a meta é importante?
Manter a inflação dentro da banda traz benefícios diretos para a população. Quando os preços sobem de forma controlada, famílias e empresas conseguem planejar melhor seus gastos e a economia se torna mais previsível. Já uma inflação fora da meta reduz o poder de compra e aumenta a incerteza.
A partir de 2025, o Brasil passou a adotar a chamada meta contínua, que acompanha a inflação acumulada em 12 meses, atualizada mês a mês. Essa mudança segue o padrão de países desenvolvidos e permite ajustes mais rápidos na política monetária.

