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Geopolítica

Fim da guerra entre Hamas e Israel: o que está previsto no acordo

Entrega de reféns e retirada das Forças Armadas Israelenses foram negociadas no acordo de paz

Trump anuncia início da segunda fase do cessar-fogo em Gaza; entenda

Hamas declarou o fim da guerra com Israel e o início de um cessar-fogo permanente na última quinta-feira (09), após assinarem um acordo de paz na quarta (08). O documento prevê a retirada das Forças Armadas Israelenses e a libertação dos sequestrados e presos de guerra, de acordo com o g1.

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Segundo Donald Trump, presidente dos Estados Unidos e um dos mediadores das conversas entre Hamas e Israel, essa seria uma primeira fase para o fim dos conflitos. Ainda assim, o cessar-fogo acontecerá 24 horas após a assinatura do acordo, confirmado por um porta-voz de Israel — a imprensa internacional acredita que o documento foi assinado às 6h (horário de Brasília) de ontem.

Segundo al-Hayya, o acordo contou com garantias dos EUA, de mediadores árabes e também da Turquia, assegurando que o conflito chegou ao fim.

Ainda não está esclarecido se foram acatadas as 20 sugestões propostas por Trump, mas Benjamin Netanyahu e a equipe do governo israelense participaram de uma votação para esclarecer as principais operações para o fim da guerra.

O que se sabe sobre o acordo de paz entre Hamas e Israel?

Segundo o g1, Israel exige que o Hamas saia do governo de Gaza e entregue as armas. No entanto, não está claro se o grupo extremista irá aceitar o desarmamento, mas concordou em se retirar do comando da Faixa de Gaza.

Em seguida, há expectativa de que as Forças Armadas de Israel recue e leve suas tropas a novas linhas de Gaza, mais afastadas e evitando o conflito com palestinos.

O Hamas também terá 72 horas após a retificação do acordo para libertar os reféns israelenses, vivos ou mortos. No entanto, o grupo alega não saber onde estão os corpos de cerca de seis ou sete prisioneiros mortos — segundo o g1, 28 dos 48 reféns ainda sob poder do Hamas morreram.

Parte do acordo inclui a abertura da passagem de Rafah, localizada no sul da Faixa de Gaza, na fronteira com o Egito. A liberação será feita em ambos os sentidos, permitindo a entrada e saída de pessoas e ajuda humanitária. As informações são da CNN.

Além disso, al-Hayya informou que 250 palestinos condenados à prisão perpétua serão soltos. Também estão incluídos 1.700 prisioneiros de Gaza detidos após 7 de outubro de 2023, quando o conflito teve início.

Trump prevê militares para monitorar e libertação de reféns

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também se manifestou sobre o acordo. Segundo ele, os reféns que ainda estão sob poder do Hamas podem ser libertados já na próxima semana, entre segunda (13) e terça-feira (14).

Segundo o Uol, os EUA devem enviar cerca de 200 soldados para monitorar o cumprimento do acordo, com apoio de militares do Egito, Qatar e Turquia.