O preço do azeite caiu 14,55% para o consumidor desde o ano passado, registrando queda de 3,11% apenas em setembro de 2025. Os cálculos são do g1 com base nos resultados de inflação do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Em queda desde janeiro, especialistas ouvidos pelo g1 apontam que o clima mais favorável na Europa, a desvalorização do dólar e a isenção do imposto sobre o produto importado foram os motivos principais da redução dos valores.
Apesar do aumento da inflação para 0,48% no mês passado influenciado pelo setor de habitação, o IBGE mostra que o grupo de alimentação e bebidas registrou queda pelo quarto mês consecutivo, reduzindo 0,26% em setembro.
Os destaques de redução de preço ao consumidor no mês ficaram com o tomate (-11,52%) cebola (-10,16%), alho (-8,70%), batata-inglesa (-8,55%) e arroz (-2,14%). No caso do azeite, o mesmo período do ano passado mostrava rótulos por cerca de R$ 80, que agora já podem ser encontrados por R$ 35 no mercado.
A expectativa é de que os preços caiam ainda mais nos próximos meses.
O que causa a queda do preço do azeite?
Em meio a diversos motivos que causam a queda do azeite em 2025, os especialistas ouvidos pelo g1 citam três fatores principais.
Clima europeu
O primeiro fator é a mudança climática na região onde é colhida a matéria-prima do azeite: a Europa. No final de 2023, um calor e seca atípicos em Portugal e Espanha — de onde o Brasil importa mais de 90% do azeite — prejudicou a colheita de azeitonas. Dessa forma, os preços do óleo dispararam no mundo todo desde 2023 até o meio de 2024.
Já neste ano, o clima mais ameno ajudou as safras europeias, o que diminui o preço do azeite em boa parte. Ainda assim, marcas de origem suspeita ou fraudulenta marcaram presença no período de aumento dos valores.
Desvalorização do dólar
O mercado de câmbio também foi importante para a redução dos valores do azeite. No início de 2025, por exemplo, o dólar estava cotado a R$ 6,20, mas atualmente já opera em torno de R$ 5,45.
Vale lembrar que os azeites à venda no Brasil são quase totalmente importados, influenciados pela variação do dólar comercial.
Isenção de impostos
Com menor impacto em relação aos demais, a isenção de impostos para alguns produtos importados pelo Brasil, incluindo o azeite, também foi responsável por auxiliar a queda de preços.
Ainda assim, o resultado da safra de azeitonas da Europa segue como principal indicador de como o valor do azeite deve chegar aos consumidores brasileiros.

