O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, embarcou para Israel no último domingo (12) com o objetivo de acompanhar a libertação dos reféns de Gaza e reforçar o cessar-fogo firmado entre Israel e o grupo Hamas. Segundo a BBC, a trégua marca a primeira etapa de um plano de paz de 20 pontos mediado pelo governo americano.
Durante o voo no Air Force One, Trump declarou que “a guerra acabou” e garantiu que o acordo será mantido. O líder americano também anunciou a criação de um “conselho de paz” para coordenar a reconstrução da Faixa de Gaza, descrita por ele como um “canteiro de demolição”.
Reféns devem ser libertados nas próximas horas
O Hamas deve libertar todos os reféns até o meio-dia desta segunda-feira (13), no horário local. Estima-se que 20 deles ainda estejam vivos. Além disso, o grupo deverá entregar os restos mortais de até 28 pessoas. Em contrapartida, Israel se comprometeu a libertar cerca de 250 prisioneiros palestinos e mais de 1,7 mil detidos da região de Gaza.
A ajuda humanitária também começou a chegar ao território. Caminhões cruzaram a fronteira levando alimentos e suprimentos para áreas do sul, como Khan Younis. Mesmo assim, a ONU considera o volume insuficiente.
Trump liderará cúpula internacional no Egito
Após a visita a Israel, Trump seguirá para o Egito, onde liderará uma cúpula internacional na cidade de Sharm el-Sheikh. Segundo o Ministério das Relações Exteriores egípcio, o encontro deve resultar na assinatura de um “documento que encerra a guerra na Faixa de Gaza”.
Mais de 20 líderes estrangeiros participarão, entre eles o presidente palestino Mahmoud Abbas, o primeiro-ministro britânico Keir Starmer e o presidente do Egito, Abdel Fattah al-Sisi. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e o Catar — um dos principais mediadores do acordo — também receberam elogios de Trump pela atuação nas negociações.
O presidente americano afirmou acreditar que “todos estão felizes” com o avanço das tratativas e que “o cessar-fogo deve se manter”.

