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Geopolítica

Trump anuncia início da segunda fase do cessar-fogo em Gaza; entenda

ONU estima que 78% das construções em Gaza tenham sido destruídas

Trump anuncia início da segunda fase do cessar-fogo em Gaza; entenda

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na segunda-feira (13) o início da segunda fase do cessar-fogo em Gaza, após a assinatura formal do acordo durante a Cúpula Internacional da Paz, realizada em Sharm El-Sheikh, no Egito.

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A cerimônia reuniu líderes mundiais, incluindo o presidente egípcio Abdul Fatah Al-Sisi, o emir do Catar xeique Hamad Al Thani e o turco Recep Tayyip Erdogan. Israel e o grupo Hamas não participaram do encontro.

Trump desembarcou no Egito pouco antes das 17h, no horário local, e foi recebido por Al-Sisi. Após breve reunião, ambos seguiram para o evento, onde o americano discursou afirmando que o cessar-fogo representa “um novo capítulo de paz e prosperidade para o Oriente Médio”.

“É um documento que vai definir muitas regras e regulamentos e muitas outras coisas. É muito abrangente”, declarou o presidente norte-americano. As informações foram repercutidas pelo Jornal Nacional.

Os principais pontos do acordo

A “Declaração Trump por Paz e Prosperidade Duradouras” define etapas para estabilizar Gaza e iniciar sua reconstrução. A proposta inclui:

  • Exclusão do Hamas de um futuro governo e entrega das armas pelo grupo;
  • Anistia a combatentes que aceitarem coexistência pacífica com Israel;
  • Formação de um governo de transição apolítico, administrado por palestinos e especialistas internacionais;
  • Supervisão de um Conselho da Paz liderado pelos EUA;
  • Retirada gradual das tropas israelenses de Gaza;
  • Envio de 200 soldados americanos a Israel para monitorar o cumprimento das fases;
  • Criação de um Centro de Coordenação Civil-Militar com países árabes;
  • Discussão para a formação de um Estado Palestino — ponto rejeitado pelo atual governo israelense;
  • E um plano de investimentos internacionais para reconstrução da região.

O documento, divulgado pela Casa Branca, afirma que “nenhuma sociedade pode prosperar quando a violência e o racismo são normalizados, ou quando ideologias radicais ameaçam a estrutura da vida civil”.
“Comprometemo-nos a abordar as condições que possibilitam o extremismo e a promover a educação, a oportunidade e o respeito mútuo como alicerces para uma paz duradoura”, disseram.

De acordo com o Banco Mundial, reconstruir Gaza vai custar cerca de US$ 50 bilhões. Já a ONU avaliou que 78% das construções da região tenham sido destruídas ou danificadas em dois anos de guerra, reportou a France 24.