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Geopolítica

Ação de Trump na Venezuela; o que se sabe até agora

Cerca de 10 mil soldados dos Estados Unidos foram mobilizados para o Caribe, sendo distribuídos por Porto Rico, Trinidad e Tobago

Ação de Trump na Venezuela; o que se sabe até agora

Na última quarta-feira (15), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, autorizou que a Agência Central de Inteligência (CIA), realizasse ações na Venezuela, mostrando-se contra o líder Nicolás Maduro.

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Até o momento, o que se sabe é que, segundo a CNN Brasil, Washington ofereceu, em agosto, cerca de US$ 50 milhões – cerca de R$ 272 milhões – para obter informações que condenem o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, por tráfico de drogas, e o levem à prisão.

Cerca de 10 mil soldados dos Estados Unidos foram mobilizados para o Caribe, sendo distribuídos por Porto Rico, Trinidad e Tobago. Está é a maior mobilização de tropas desde a crise no Panamá, conforme o UOL.

Segundo a CNN Brasil, Donald Trump foi questionado por repórteres sobre o motivo da autorização: “Eu autorizei por dois motivos, na verdade. Primeiro, eles esvaziaram suas prisões para os Estados Unidos. Eles entraram pela fronteira. Eles entraram porque tínhamos uma fronteira aberta. E a outra coisa são as drogas”, afirmou o líder americano.

Como Washington progrediu na interceptação de drogas no mar, o líder americano afirmou que os Estados Unidos estavam considerando os ataques em terra na Venezuela. “Certamente estamos olhando para a terra agora, porque temos o mar muito bem controlado.”

Depois que o governo venezuelano declarou que as afirmações de Trump representam uma violação do direito internacional e acusou os Estados Unidos de tentar justificar uma operação de “mudança de regime”, o ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Yvan Gil, divulgou um comunicado dizendo: “Nossa Missão Permanente na ONU apresentará esta queixa ao Conselho de Segurança e ao secretário-geral amanhã, exigindo responsabilização do governo dos Estados Unidos.”

Pelo menos cinco embarcações no sul do Caribe sofreram ataques das tropas militares dos Estados Unidos. Sem provas, o governo americano descreveu as embarcações como envolvidas no tráfico de drogas.