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Geopolítica

Lula critica interferências políticas externas na Venezuela

O presidente condenou ações externas e defendeu que decisões políticas devem ser tomadas pelos próprios povos

Lula critica interferências políticas externas na Venezuela

Durante um evento do PCdoB em Brasília, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) manifestou apoio à autonomia da Venezuela e de Cuba diante do aumento da pressão dos Estados Unidos sobre os governos de Nicolás Maduro e Miguel Díaz-Canel. Sem mencionar diretamente o presidente norte-americano Donald Trump, Lula afirmou que cada nação deve decidir o próprio caminho.

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“Todo mundo diz que a gente vai transformar o Brasil na Venezuela. O Brasil nunca vai ser a Venezuela, e a Venezuela nunca vai ser o Brasil, cada um será ele [próprio]. O que defendemos é que o povo venezuelano é dono do seu destino, e não é nenhum presidente de outro país que tem que dar palpite de como vai ser a Venezuela ou vai ser Cuba”, disse o presidente.

Segundo a Agência Brasil, o posicionamento de Lula ocorre em meio ao aumento das tensões entre Washington e Caracas, após o governo norte-americano confirmar novas medidas contra o regime venezuelano.

Por que Lula se pronunciou sobre a Venezuela e Cuba?

O discurso do presidente brasileiro veio um dia depois de Donald Trump confirmar que autorizou a CIA a conduzir operações secretas com o objetivo de enfraquecer o governo venezuelano. Essa ação, conforme o noticiado, representa violação do direito internacional e da Carta das Nações Unidas.

Lula também criticou a permanência de Cuba na lista dos países considerados patrocinadores do terrorismo pelos Estados Unidos. Para ele, a classificação é injusta e ignora a história do país caribenho.
“O que nós dizemos publicamente é que Cuba não é um país de exportação de terroristas. Cuba é um exemplo de povo e dignidade”, declarou.

EUA intensificam presença militar no Caribe

Desde agosto, os Estados Unidos têm enviado milhares de militares, navios e aeronaves à região do Caribe com a justificativa de combater o tráfico de drogas vindo da Venezuela. Reportagens da imprensa norte-americana indicam que o Exército já teria realizado ataques contra embarcações, resultando em dezenas de mortes.

Especialistas em política internacional avaliam que o interesse dos Estados Unidos na Venezuela é essencialmente geopolítico, devido às grandes reservas de petróleo do país. Eles destacam que a justificativa de combate ao narcotráfico é questionável, já que a Venezuela não é considerada um grande centro de produção de drogas.

Analistas também alertam que as ações de Washington podem abrir precedentes para novas intervenções em países da América Latina, repetindo práticas adotadas durante a Guerra Fria, quando os EUA apoiaram ditaduras militares na região sempre que seus interesses foram contrariados.