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Geopolítica

María Corina Machado acusa governo Maduro de se sustentar com atividades ilegais

Declarações e ações recentes reacendem tensões diplomáticas envolvendo Caracas e Washington

María Corina Machado acusa governo Maduro de se sustentar com atividades ilegais

A líder da oposição venezuelana e ganhadora do Prêmio Nobel da Paz, María Corina Machado, afirmou que o governo de Nicolás Maduro se mantém por meio de atividades criminosas e que esses fluxos devem ser interrompidos. As declarações foram dadas enquanto os Estados Unidos conduziam uma operação militar contra um navio suspeito de tráfico de drogas no Caribe.

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De acordo com a CNN Brasil, Machado declarou que o regime “se sustenta com o influxo desses fluxos ilegais do narcotráfico, do ouro de sangue, do contrabando de minerais, de seres humanos, de armas — e esses fluxos devem ser cortados; essa é a prioridade”. Ela também destacou que há anos pede que o direito internacional seja aplicado e que “todas as informações que tantas agências e governos têm sobre os negócios criminosos de Maduro e todo o seu círculo sejam tornadas públicas”.

A opositora disse que a paz desejada pelos venezuelanos depende da liberdade e comentou sobre o silêncio da presidente do México, Claudia Sheinbaum, que não a parabenizou pelo Nobel. “Todos sabemos que o silêncio muitas vezes diz mais do que discursos grandiosos e elaborados”, afirmou, ressaltando que recebeu grande apoio popular do México.

Enquanto isso, os Estados Unidos intensificaram suas ações na região. Uma autoridade americana informou à agência Reuters que um ataque atingiu um navio supostamente ligado ao narcotráfico e que houve sobreviventes entre os tripulantes.

O presidente americano Donald Trump confirmou ter autorizado a CIA a realizar operações na Venezuela, alegando que drogas enviadas do país chegam aos EUA. A decisão aumenta a pressão internacional sobre o governo de Maduro.

O Ministério das Relações Exteriores da Venezuela reagiu, classificando a medida como “uma grave violação do direito internacional e da Carta da ONU”. O governo afirmou observar “com extremo alarme o uso da CIA, bem como os anunciados deslocamentos militares para o Caribe, que constituem uma política de agressão, ameaças e assédio contra a Venezuela”.