Após um dos piores ataques de após o cessar-fogo entre Israel e Hamas no último domingo (19), o governo israelense autorizou a entrada de ajuda humanitária à Faixa de Gaza.
Rafah, no sul de Gaza, foi bombardeada em um ataque lançado pelas Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês). Segundo a BBC, dezenas de palestinos e dois soltados israelenses morreram.
De acordo com a mídia israelense, divulgado pela Agência Brasil, o fluxo de caminhões de ajuda humanitária deve ser retomado quando os bombardeios cessarem, mas a passagem por Rafah deve ficar bloqueada até o Hamas devolver 16 corpos de reféns.
Vale lembrar que o cessar-fogo foi anunciado no dia 10 de outubro, mas o ataque deste domingo foi justificado por Israel como uma resposta a uma violação do acordo pelo Hamas. Um porta-voz militar afirmou que o grupo terrorista teria realizado “múltiplos ataques contra forças israelenses” além da linha limite que as tropas israelenses concordaram em se afastar.
Ainda segundo o BBC, a IDF afirma que soldados israelenses foram alvo de disparos de armas e de um míssil antitanque enquanto atuavam para desmantelar “locais de infraestrutura terrorista”. Em resposta, as forças armadas abriram fogo contra túneis e instalações militares de onde teriam partido os supostos ataques.
Por sua vez, o Hamas nega o envolvimento nos confrontos e afirma o comprometimento com o cessar-fogo. Dados do Ministério da Saúde de Gaza, administrado pelo Hamas, mostram que, desde a trégua, 35 pessoas foram mortas, 146 ficaram feridas, e 414 corpos de palestinos foram recuperados. Além disso, o ministério afirma que 8 palestinos foram mortos nos últimos dias e seguiam sem acesso à ambulâncias em meio à presença militar de Israel em Gaza.
Os novos ataques geram um temor de que a guerra possa voltar. Nesse cenário, os Estados Unidos anunciaram o envio de Steve Witkoff, enviado de Trump, e Jared Kushner, genro do presidente, à Israel para deliberar sobre os próximos passos do cessar-fogo, mediado pelos EUA.

