Nicolás Maduro, presidente da Venezuela, enviou uma mensagem aos trabalhadores dos Estados Unidos durante uma assembleia com sindicatos associados ao chavismo, na última quinta-feira (23). Em inglês, ele pediu paz e que não haja uma “guerra maluca” na região.
A fala acontece em meio à escalada das tensões entre os países e o avanço militar americano nas águas internacionais no Caribe. De acordo com o g1, a presença militar dos EUA na região inclui um submarino nuclear, mais de 6,5 mil soldados, destróieres com mísseis guiados e caças F-35 — a principal justificativa do presidente dos EUA, Donald Trump, é o combate ao narcotráfico.
Como mostrado pelo O Brasilianista, o Ministério das Relações Exteriores da Venezuela define as políticas norte-americanas como de “agressão, ameaça e assédio”. Ainda, afirma que as intervenções são uma tentativa de se apropriar dos recursos petrolíferos da Venezuela.
Na semana passada, Maduro chamou as operações secretas da Agência Central de Inteligência (CIA) no país de “golpes de Estado da CIA“.
Ontem, o presidente venezuelano disse “Não à guerra” e afirmou em inglês: “‘Yes peace, yes peace, forever, peace forever. No crazy war!’ Não à guerra louca! ‘No crazy war!'”.
Ataques no Caribe
Ainda de acordo com o g1, Trump afirmou ontem que deve realizar ações militares em terra contra cartéis, sem citar diretamente a Venezuela. Na semana passada, o republicano disse que os EUA têm autoridade para bombardear embarcações em águas internacionais.
No último final de semana, o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, rebateu críticas de Trump, que o chamou de “líder do tráfico de drogas ilegais”, com a acusação do assassinato de um colombiano inocente.
“Funcionários do governo dos EUA cometeram um assassinato e violaram a soberania de nossas águas territoriais”, criticou Petro. Segundo o presidente, o homem identificado como Alejandro Carranza, morto em meados de setembro, não tinha ligação com o narcotráfico e estava cumprindo suas tarefas diárias com a pesca.

