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Economia

O que é Selic, taxa que dita o ritmo da economia brasileira?

Definida a cada 45 dias pelo Copom, a Selic afeta diretamente o bolso dos brasileiros; entenda

Mercado financeiro reduz previsão da inflação para 4,56% em 2025, aponta BC

Em todo financiamento, investimento ou prestação no cartão de crédito existe um número que move toda a economia brasileira: a Taxa Selic.

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Ela é um marcador definido pelo pelo Banco Central (BC) e é conhecida como a taxa básica de juros do país, seu funcionamento é como um termômetro da atividade econômica, influenciando desde o preço do dinheiro até as decisões de consumo das famílias e de investimento das empresas.

No Brasil, ela é sigla para Sistema Especial de Liquidação e Custódia, nome do sistema onde são registradas as operações com títulos públicos federais.

A partir dele, o BC define o custo do dinheiro no curto prazo e controla o ritmo da economia.

Como a Selic é definida?

O Comitê de Política Monetária (Copom) se reúne em Brasília, a cada 45 dias, para definir a chamada Selic meta, ou seja, o valor de referência que o Banco Central deseja ver refletido nas operações do mercado.

Para chegar a essa decisão, o comitê avalia uma série de fatores: inflação, câmbio, desemprego, crescimento do PIB e cenário internacional.

Quando o Copom aumenta essa taxa, a intenção é conter a inflação. Isso acontece quando juros mais altos encarecem o crédito, desestimulam o consumo e reduzem a pressão sobre os preços.

Já quando a taxa cai, o objetivo é estimular a economia, tornando os empréstimos mais baratos e incentivando empresas e famílias a gastarem e investirem mais.

Efeitos no bolso do consumidor

A Selic não é apenas um dado técnico para economistas e isso quer dizer que suas variações chegam rapidamente ao bolso dos brasileiros.

Quando está alta, bancos e financeiras aumentam os juros cobrados em empréstimos, cartões de crédito e financiamentos. Comprar um carro ou uma casa, por exemplo, fica mais caro.

Por outro lado, os investimentos de renda fixa, como Tesouro Direto e CDBs, costumam render mais, já que a remuneração acompanha os juros básicos.

Em períodos de Selic baixa, o cenário se inverte. O crédito fica mais acessível, mas os ganhos em aplicações financeiras diminuem. As informações são do Banco Central.