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Economia

Programa Gás do Povo pode custar R$ 1,3 bilhão às distribuidoras de gás

A iniciativa deve exigir entre três milhões e seis milhões repositórios novos adquiridos por ano

Programa Gás do Povo pode custar R$ 1,3 bilhão às distribuidoras de gás

O programa Gás do Povo, que visa ampliar o acesso ao gás de cozinha no Brasil às famílias de baixa renda, pode exigir investimentos de até R$ 1,3 bilhão das distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) em botijões para sustentar a demanda.

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É o que indica um estudo da consultoria Kearney, obtido com exclusividade pelo Broadcast, do Grupo Estado, e divulgado pelo InfoMoney. A expectativa é comercializar de 9 a 17 milhões de botijões a mais por ano com o programa, o que significa entre três milhões e seis milhões repositórios novos adquiridos, visto que um mesmo botijão pode ser reutilizado pelas distribuidoras cerca de três vezes no ano.

O novo projeto substitui o Auxílio Gás dos Brasileiros, criado em 2021, e promete maior alcance. A expectativa, segundo o governo, é garantir até seis recargas gratuitas de botijão por ano, de acordo com o tamanho da família. Veja quem tem direito ao benefício.

Esse investimento bilionário das distribuidoras é uma projeção que leva em conta um possível crescimento de 4% no mercado de gás de cozinha — atualmente com 395 milhões de botijões vendidos ao ano — até março de 2026, quando o programa prevê estar a pleno funcionamento.

Volume de beneficiários pode pressionar as empresas

O governo prevê distribuir gás de cozinha gratuitamente para 15,5 milhões de famílias inscritas no Cadastro Único (CadÚnico), cerca de 50 milhões de pessoas em todo o país até março de 2026. De acordo com a consultoria, esses beneficiários consumirão ao todo 65 milhões de botijões.

Esse cenário pode pressionar a possibilidade de oferta das distribuidoras de GLP no Brasil, que atualmente contam com cinco fornecedores. “Tem empresas que já estão fazendo cotações para importação de botijões da Turquia, da China, e também se preparando para aumentar a produção aqui dentro de casa, no Brasil”, disse André Volker, sócio da Kearney responsável pelo estudo.

Além disso, ele avaliou que, caso não haja uma mudança significativa no número de famílias beneficiárias, o mercado deve se acomodar ao formato. Volker ainda comentou que o sucesso da iniciativa é de interesse do setor e do governo, apesar do curto prazo.