O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que o foco nas negociações entre Brasil e Estados Unidos é o fim do tarifaço contra produtos brasileiros. No entanto, para os norte-americanos, há outros interesses como a instalação de data centers por aqui.
“O diálogo sempre envolve também questões não tarifárias, data center. Importante aprovar a MP no Congresso porque isso estabelece, atrai investimento – que é o Redata. O Brasil tem energia abundante, energia renovável. Hoje, há falta de energia no mundo. O prioritário é tirar os 40%. Esse que é o prioritário. Aí você tem setores do agro, da indústria, os mais variados”, disse Alckmin, segundo o Jornal Nacional.
Vale lembrar que, desde agosto, cerca de 35% das exportações brasileiras pagam uma taxa adicional de 40% se enviadas para os EUA — já havia uma taxa de 10% sobre importações desde abril.
Negociações devem demorar
Apesar do otimismo pelo início das conversas com os EUA e também o encontro positivo de Donald Trump e Lula, Abrão Neto, presidente da Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham) avalia que as delegações devem ter diversas reuniões até chegar em um acordo. As informações também são do Jornal Naiconal.
Ele acredita que a suspensão temporária do tarifaço seria ideal para as empresas enquanto os governos buscam definir novas estratégias.
“Do ponto de vista das empresas é muito bom se ter um distanciamento político, mas é fundamental sobretudo que esse cenário político mais positivo se traduza numa mudança da situação de fato, por exemplo, para as exportações brasileiras que acessam o mercado americano, a oportunidade de se aprofundar cooperação em áreas de interesse de lado a lado, certamente esse senso de urgência é fundamental”, afirma o presidente da Amcham Brasil.

