O Brasil possui o 2º maior juro real do mundo, de 9,51% em setembro segundo um levantamento feito pela MoneyYou. Esse valor fica atrás apenas dos juros reais da Turquia, em 12,34% no mês passado. Juros elevados impedem o país de crescer.
Isso porque taxas de juros elevados significam preços maiores para os consumidores, menos arrecadação para o governo que precisa resolver as dívidas públicas, além do adiamento de investimentos por parte das empresas. Atualmente, a taxa básica de juros da economia, a Selic, opera a 15% ao ano. Essa condição ainda impede uma ampla geração de emprego.
Nesse cenário, o desempenho da indústria cai e, segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI), pode comprometer a recuperação econômica dos próximos anos. As informações são da CNN.
A CNI indica que o impacto no setor produtivo resulta em menos acesso a capital de giro, projetos pausados e perda de competitividade. Já os trabalhadores ficam em momento de poucas oportunidades de renda e desaceleração da economia.
Uma lista da Austin Rating, agência de classificação de risco, evidencia esse impacto: o Brasil caiu de 5º economia que mais cresceu no mundo para 32º. As informações são do O Globo.
Conforme explicado pelo O Brasilianista, quem decide qual será a taxa de juros do país é o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central. Quando o Copom aumenta essa taxa, a intenção é conter a inflação. Já quando a taxa cai, o objetivo é estimular a economia, tornando os empréstimos mais baratos e incentivando empresas e famílias a gastarem e investirem mais.

