Publicidade
Política

Congresso avança em projetos de segurança pública após megaoperação no Rio

Há três propostas que se destacam entre as principais pautas desse tema nas discussões da semana

Congresso avança em projetos de segurança pública após megaoperação no Rio

Após a megaoperação contra o Comando Vermelho que aconteceu na última terça-feira (28), a mais letal da história do país, a expectativa é de que propostas sobre segurança pública avancem no Congresso Nacional durante esta semana.

Publicidade

Segundo a Veja, há três projetos que se destacam entre as principais pautas desse tema: o de Antifacção, o que define as organizações criminosas como grupos terroristas e a PEC da Segurança.

Projeto Antifacção

Enviado na última sexta-feira (21) pelo governo Lula ao Congresso, em caráter de urgência, o Projeto de Lei Antifacção promete endurecer a pena para organizações criminosas.

Segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública, o texto atualiza a Lei de Organizações Criminosas (Lei nº. 12.850/2013) e cria o termo “facção criminosa”, que não existe na legislação brasileira. As penas serão de 8 a 15 anos de prisão se a atuação do grupo visar o controle de territórios ou atividades econômicas, mediante o uso de violência, coação ou ameaça.

Já os homicídios cometidos por ordem ou em benefício de facções terão penas de 12 a 30 anos, enquadrados como crimes hediondos.

De acordo com a Veja, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), prometeu dar agilidade ao texto, que deve ser votado até o final do ano.

Facções como grupos terroristas

O Legislativo também deve manter no radar a proposta de caracterizar as organizações criminosas brasileiras, por exemplo o Comando Vermelho ou Primeiro Comando Capital (PCC), como grupos terroristas. O projeto é de autoria do deputado Danilo Forte (União-CE).

Segundo a Lei nº 13.260, de 16 de março de 2016, no Brasil o terrorismo consiste na prática por um ou mais indivíduos de crimes específicos, por razões de xenofobia, discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia e religião, quando cometidos com a finalidade de provocar terror social ou generalizado, expondo a perigo pessoa, patrimônio, a paz pública ou a incolumidade pública.

Como mostrado pelo O Brasilianista, o governo brasileiro teme que, com a definição de organizações terroristas, os investimentos estrangeiros no país possam ser reduzidos.

PEC da Segurança

A tramitação da PEC da Segurança, que ocorre na Câmara dos Deputados, pode ser agilizada. Motta afirmou que a proposta deve ser votada na Comissão Especial da Casa em 4 de dezembro, logo após da apresentação do texto final pelo relator, o deputado Mendonça Filho (União-PE). As informações são da Veja.

Como mostrado pelo O Brasilianista, a PEC é uma das principais bandeiras do governo Lula na área, com texto enviado pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski. A proposta defende o fim da possibilidade de progressão de pena para crimes hediondos e para pessoas ligadas a facções criminosas.

Segundo o governo, a PEC tem potencial para desburocratizar processos e aumentar a eficiência das autoridades no combate às organizações criminosas.