O governo federal pretende lançar, ainda em novembro, o chamado Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF, na tradução direta do inglês), que surge como uma iniciativa para transformar a conservação ambiental em uma atividade economicamente vantajosa, além de proteger comunidades indígenas.
Segundo o Ministério da Fazenda, a ideia é recompensar financeiramente países que preservam suas florestas tropicais, criando um modelo em que a proteção da natureza gera retorno econômico tanto para os países quanto para investidores.
A CNN reportou que Banco Mundial deve atuar como administrador interino e a hospedar o secretariado do fundo.
Como vai funcionar?
Diferente dos fundos tradicionais, o TFFF captará R$ 125 bilhões no mercado a juros reduzidos, como um ativo de baixo risco.
Esses recursos serão reinvestidos em projetos com maior taxa de retorno, e, segundo a pasta, o lucro obtido será distribuído proporcionalmente aos países que preservam suas florestas.
Além disso, a proposta inclui que os investidores recuperem seus aportes com remuneração compatível com as taxas médias de mercado. Segundo o governo federal, essa estrutura garante viabilidade econômica para conservação florestal e desenvolvimento sustentável de comunidades locais.
E quem vai monitorar?
O monitoramento será feito via satélite, com padronização internacional e dados públicos, garantindo transparência e eficiência na verificação da cobertura florestal.
Outro ponto, de acordo com o ministério, é que o fundo deve estimular a demanda por títulos de dívida sustentáveis, como títulos verdes e azuis, sem competir com o mercado de créditos de carbono, atuando de forma complementar.
O lançamento do TFFF está previsto para a COP 30, que acontece na próxima semana, em Belém (PA), com mobilização de governos e instituições internacionais.

