Os trabalhadores brasileiros poderão ter mais dinheiro no bolso em 2026. O Senado aprovou na última quarta-feira (05), o projeto que aumenta a faixa de isenção do Imposto de Renda (IR) para quem recebe até R$ 5 mil por mês e estabelece descontos progressivos para rendas de até R$ 7.350 mensais, segundo a Agência Senado.
As mudanças devem afetar cerca de 15 milhões de contribuintes, seja com descontos ou com a nova tributação, afirmou o economista Bruno Carazza, doutor direito econômico pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), e comentarista do Jornal da Globo. As informações são do G1.
Quem vai pagar menos com a nova regra?
O principal ganho será para trabalhadores com renda bruta de até R$ 5 mil mensais, que ficarão isentos do pagamento do IR. Já quem ganha entre R$ 5.001 e R$ 7.350 também será beneficiado, com descontos progressivos que reduzem o valor retido em folha.
Por exemplo, um contribuinte com salário de R$ 5 mil terá um acréscimo de cerca de R$ 312,89 na renda mensal, enquanto quem recebe R$ 7 mil deve economizar R$ 605,87 ao ano, considerando o décimo terceiro salário, destacou o G1.
O desconto será aplicado automaticamente, sem necessidade de alteração na declaração.
Quem vai pagar mais imposto?
O veículo reitera que, a reforma cria uma alíquota mínima progressiva de até 10% para contribuintes com renda anual acima de R$ 600 mil, o que equivale a mais de R$ 50 mil por mês.
A nova cobrança incide sobre lucros e dividendos, que hoje são isentos. Assim, quem ganha R$ 600.001 por ano pagará cerca de R$ 0,10 de imposto, enquanto alguém com R$ 615 mil anuais passará a pagar R$ 1.537,50. A alíquota aumenta gradualmente conforme a renda cresce, atingindo especialmente empresários e investidores de alta renda.
O objetivo, de acordo com os defensores do projeto, é corrigir distorções do sistema atual, no qual contribuintes com ganhos elevados pagam menos proporcionalmente do que trabalhadores assalariados. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, definiu a aprovação como “vitória da boa política”, destacou a Agência Senado. Segundo o governo, cerca de 140 mil pessoas devem ser afetadas por essa mudança.
Quando a mudança começa a valer?
O projeto ainda precisa ser sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Caso isso aconteça até o fim de 2025, as novas regras entram em vigor em janeiro de 2026, impactando a declaração do IR feita em 2027.
Impacto econômico
A ampliação da faixa de isenção deve custar R$ 25,8 bilhões aos cofres públicos em 2026. Parte dessa perda será compensada pela tributação das altas rendas, e a expectativa é de uma sobra de R$ 12,7 bilhões até 2027, que será usada para equilibrar a Reforma Tributária.

