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Geopolítica

“Combate à mudança do clima deve estar no centro das decisões de cada governo”, pontua Lula em discurso de abertura da Cúpula dos Líderes da COP30

A declaração foi realizada para mais de 50 chefes de Estado e governo

“Combate à mudança do clima deve estar no centro das decisões de cada governo”, pontua Lula em discurso de abertura da Cúpula dos Líderes da COP30

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva deu início nesta quinta-feira (06), à Cúpula dos Líderes da COP30, que acontece em Belém, no Pará. As informações são do g1.

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A 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025 (COP30) dá início aos seus compromissos oficiais a partir da segunda-feira (10) e segue até o dia 21 de novembro.

Durante o discurso de abertura na Cúpula, que prepara os líderes internacionais para a COP30, o presidente brasileiro afirmou que “para avançar, será preciso superar dois descompassos. O primeiro é a desconexão entre os salões diplomáticos e o mundo real. As pessoas podem não entender o que são emissões ou toneladas métricas de carbono, mas sentem a poluição.”

O distanciamento entre o contexto geopolítico e a urgência climática, é o segundo descompasso citado por Lula.

O discurso que foi realizado para mais de 50 chefes de Estado e governo, seguiu com Lula afirmando a prioridade ao combate à mudança do clima: “Podem não assimilar o significado de um aumento de um grau e meio na temperatura global, mas sofrem com secas, enchentes e furacões. O combate à mudança do clima deve estar no centro das decisões de cada governo, de cada empresa, de cada pessoa.”

O petista destacou também a realização de um evento internacional, como a COP30, na região da Amazônia: “Pela primeira vez na história, uma COP do Clima terá lugar no coração da Amazônia. No imaginário global, não há símbolo maior da causa ambiental do que a floresta amazônica. Aqui correm os milhares de rios e igarapés que conformam a maior bacia hidrográfica do planeta. Aqui habitam as milhares de espécies de plantas e animais que compõem o bioma mais diverso da Terra.”

Seguindo o discurso, Lula destacou alguns pontos que desviam a atenção do enfrentamento do aquecimento global: “Rivalidades estratégicas e conflitos armados desviam atenção de recursos que deviam ser destinados para o enfrentamento do aquecimento global. Enquanto isso, a janela de oportunidades está se fechando. A mudança do clima é resultado das mesmas dinâmicas que fraturam a nossa sociedade entre ricos e pobres. Será impossível contê-la sem superar as desigualdades entre as nações.”

A perfuração na Foz do Amazonas também entrou na fala do presidente da República: “Foram necessárias 28 conferências para reconhecer a necessidade de se afastar dos combustíveis fósseis e de parar de reverter o desmatamento.”

Mostrando-se entusiasmado, Lula afirmou: “Estou convencido de que, apesar das nossas dificuldades e contradições, precisamos de mapas do caminho para, de forma justa e planejada, reverter o desmatamento, superar a dependência dos combustíveis fósseis e mobilizar os recursos necessários para esses objetivos.”