Com a COP30 se aproximando, foi apresentado nesta quarta-feira (05), em Belém, pelas presidências da COP29 (Azerbaijão) e da COP30 (Brasil) o projeto para o evento que começa na próxima segunda-feira (10). As informações são do g1.
O documento que propõe o plano ambicioso, recebeu o nome de “Roteiro de Baku a Belém”. A fim de custear ações de enfrentamento à crise climática, priorizando os países em desenvolvimento, o plano visa mobilizar até 2035, cerca de US$ 1,3 trilhão por ano.
Roteiro de Baku a Belém
O texto elaborado pelas presidências da COP29 e COP30, sugere diferentes formas de captação de recursos, por exemplo:
- Taxação de atividades poluentes e de luxo
- Taxas sobre aviação e transporte marítimo
- Imposto sobre transações financeiras
- Taxas sobre grandes fortunas e multinacionais
- Reemissão e redirecionamento de Direitos Especiais de Saque
- Triplicar desembolsos dos fundos multilaterais de clima até 2030
- Revisão das políticas dos bancos multilaterais de desenvolvimento
- Trocas de dívida por natureza e cláusulas climáticas
- Fundos para “transição justa”
- Tributação e cotas em mercado de carbono
André Corrêa do Lago, presidente da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), concedeu entrevista para imprensa e afirmou: “Esse é um debate muito complexo, mas houve um exemplo muito claro recentemente, lançado em Sevilha, de taxar passagens de classe executiva, primeira classe e jatos particulares.”
Além disso, o “Roteiro de Baku a Belém” busca responder às demandas por progressos concretos diante da lentidão das negociações sobre o novo objetivo global de financiamento climático, que substituirá a meta vigente de US$ 100 bilhões anuais, definida em 2009.
Mukhtar Babayev, presidente da COP29, falou sobre os avanços: “Este é o ponto de partida. Ao longo de 2026, continuaremos a trabalhar com a presidência da COP30 para manter diálogos sobre como avançar nas frentes de ação do roteiro.”

