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Economia

Spread bancário: o que significa e quais fatores aumentam esse índice no Brasil

O país é famoso por ter um dos maiores spreads bancários do mundo

Spread bancário: o que significa e quais fatores aumentam esse índice no Brasil

Basta passar pouco tempo em algum ambiente financeiro, seja conversando com funcionários da área, lendo sobre, ou até mesmo vendo em conteúdos de influenciadores digitais, para se deparar com o termo “spread“.

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Em linhas gerais, o spread é a diferença entre preço de compra e preço de venda de uma transação financeira. Ou seja, representa o lucro de alguma operação.

O spread bancário, por sua vez, é a forma como os bancos geram lucro por meio dos investimentos. Imagine essa situação: um cliente de uma instituição financeira resolveu investir em renda fixa. Essa operação é nada mais do que um empréstimo do dinheiro dessa pessoa ao banco, que vai retornar o valor com juros.

Em seguida, o banco busca outro cliente, para quem pode vender seu dinheiro em formato de empréstimo, pelo qual a instituição ficará com boa parte dos juros. Essa diferença seria o spread bancário.

Segundo a corretora XP, o Brasil é famoso por ter um dos maiores spreads bancários do mundo.

Por que o Brasil tem spread bancário alto?

Os especialistas da XP indicam que o alto spread bancário do país tem diversas justificativas, mas a principal é que os bancos correm um alto risco de crédito. Como o Brasil possui alta taxa de inadimplência, o crédito pode ficar comprometido com maior facilidade.

Ainda, o país possui uma das maiores taxas de concentração bancária do mundo, em que as cinco maiores instituições financeiras tradicionais correspondem por mais de 80% de todo o mercado financeiro.

Além disso, incertezas econômicas, problemas com tributação e depósito compulsório contribuem para esse cenário.

Contudo, há maneiras de reduzir o spread bancário adotando algumas medidas específicas, como a redução da carga tributária, bem como melhora na recuperação de crédito e sistema de análise de crédito. Incentivar o Banco Central a permitir novos concorrentes no setor também seria um caminho.