Enquanto Belém se prepara para ser o epicentro das discussões climáticas, a COP 30 também promete movimentar, nos bastidores, a pauta política em Brasília. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), deve aproveitar os intervalos entre painéis e cafés para tratar com líderes partidários as MPs que tratam das Zonas de Processamento de Exportação (ZPEs) e do Redata.
O tema divide o governo e o Congresso: o Ministério da Fazenda tem um entendimento, o Ministério de Minas e Energia defende outro, e o Parlamento quer deixar sua própria marca. “Tanto eu, quanto o presidente Davi, nos reunirmos com os líderes para definir como serão essas tramitações, mas que não percamos a oportunidade de avançar cada vez mais na busca dessa eficiência”, disse Motta recentemente.
Com a COP 30 marcada de 10 a 21 de novembro, o evento deve desacelerar o ritmo da Câmara. Sessões virtuais serão a regra durante o período, liberando os deputados para circular em suas bases, ou em Belém. Centenas de parlamentares já confirmaram presença na conferência.
O plenário tende a esvaziar, e a análise de pautas mais robustas deve ficar para depois do dia 24.

