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Política

Relator da CPMI do INSS diz que investigação deve alcançar bancos

A comissão aguarda o envio de uma série de documentos para dar continuidade à apuração

Relator da CPMI do INSS diz que investigação deve alcançar bancos

Em entrevista exclusiva à Arko Advice, o relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, Alfredo Gaspar (União-AL), afirmou que o colegiado deve avançar na apuração de irregularidades envolvendo o sistema previdenciário e as entidades responsáveis por descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas. Segundo ele, a investigação também vai se estender à relação entre o INSS, bancos e instituições financeiras.

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“Vamos apurar as associações e entidades que fizeram descontos irregulares na folha de aposentados e pensionistas. Neste momento, estamos cuidando da parte do INSS e das associações. Em breve, entraremos no outro segmento, que são os consignados, a relação entre bancos, instituições financeiras e o INSS”, explicou o parlamentar.

“O cronograma prevê analisar o sistema previdenciário, identificar falhas e servidores que participaram do desvio e entender o mecanismo que permitiu que isso acontecesse. A CPMI vai até março. Ainda temos muita gente para ouvir e muitos mecanismos para desvendar”, destacou o relator.

De acordo com ele, a comissão aguarda o envio de uma série de documentos para dar continuidade à apuração e apontar novas responsabilizações.

Cautela eleitoral

O deputado também comentou as especulações sobre uma possível candidatura ao Senado. Ele diz que ainda é cedo para discutir o assunto.

“Este é meu primeiro mandato de deputado federal. Saí do Ministério Público para entrar na política, e o povo me elegeu pelo serviço prestado a Alagoas. Ainda falta mais de um ano de mandato. Só no próximo ano vou avaliar se o eleitor está reconhecendo o meu trabalho. Se o eleitor desejar que eu dê um passo maior, posso avaliar uma candidatura ao Senado. Mas, por enquanto, é tudo especulação”, afirmou.

Visita a Bolsonaro adiada

O relator também confirmou que pretende visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro, mas afirmou que a visita só deve ocorrer após a conclusão dos trabalhos da CPMI.

“Tenho consideração por ele, mas não farei a visita enquanto estiver na relatoria da CPMI. Não quero que isso seja usado para desqualificar o meu trabalho, seja pela oposição, seja pela situação. Até entregar o relatório, preciso me afastar de preferências partidárias”, explicou.

Segundo o deputado, o encontro com Bolsonaro, quando ocorrer, deve incluir uma conversa sobre as eleições em Alagoas e a conjuntura política nacional. “Após isso, irei visitá-lo para conversar sobre as eleições e prestar minha solidariedade”, concluiu.