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Política

Empresário Igor Dias permanece em silêncio durante depoimento na CPMI do INSS

O relator do caso, Alfredo Gaspar, afirmou: “Ele virou multimilionário, transacionou mais de R$ 15 milhões em menos de um ano”

CPMI do INSS adia decisão sobre convocar Jorge Messias e concentra sessão em depoimentos

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, ganhou mais um capítulo na última segunda-feira (10). A sessão foi marcada pelo silêncio do empresário e programador, Igor Dias Delecrode. As informações são da Câmara dos Deputados.

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Igor Dias Delecrode tem 28 anos, e é sócio de empresas de tecnologia da informação (TI). Ele recebeu do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, o direito de permanecer calado em perguntas que pudessem incriminá-lo.

Diante disso, durante seu depoimento na CPMI do INSS nesta segunda-feira, ele permaneceu em silêncio, e não explicou a movimentação de R$ 1,4 bilhão por empresas de tecnologia, nem detalhou as fraudes contra aposentados e pensionistas. O silêncio também foi estendido quando questionado sobre o recebimento de R$ 15 milhões em menos de um ano.

Em resposta aos questionamentos de Alfredo Gaspar (União-AL), relator da CPMI, o empresário disse: “Respeitosamente, me manterei em silêncio.”

Gaspar afirmou: “Ele virou multimilionário, transacionou mais de R$ 15 milhões em menos de um ano com invenção de ferramentas para tirar dinheiro de aposentados e pensionistas. Impunidade, riqueza e tapa na cara do brasileiro. Tem hora que revolta. O que a gente está fazendo aqui? É dinheiro roubado do povo brasileiro e não acontece absolutamente nada. Esse silêncio é a vitória da impunidade. No Brasil, compensa praticar crimes.”

Igor Dias é suspeito de criar um software usado para burlar a biometria e as assinaturas digitais do INSS, dando aparência legal a descontos obtidos por meio de falsificações, esquema que foi descoberto pela Controladoria-Geral da União (CGU).

Para o deputado Paulo Pimenta (PT-RS), Igor Dias é “cérebro tecnológico”: “milionário de Ferraris e Lamborghinis sem nunca ter trabalhado na vida, um cérebro tecnológico das organizações criminosas.”

CPMI do INSS

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS investiga um esquema de descontos ilegais em benefícios previdenciários, revelado pela Operação Sem Desconto da Polícia Federal.

O empresário Antunes, apontado como um dos principais envolvidos, teria movimentado R$ 24,5 milhões em cinco meses e está preso desde 12 de setembro, acusado de subornar servidores do instituto.