A COP30 mal começou e já precisou lidar com seu primeiro colapso, não climático, mas logístico. Sob o sol de 30 °C em Belém, o evento que prometia ser a vitrine da agenda verde mundial estreou com apagão, filas quilométricas e desabastecimento de comida. Um início que surpreendeu até os mais calejados frequentadores de conferências internacionais.
Logo nas primeiras horas desta terça-feira (11), a energia elétrica falhou na Green Zone, área aberta ao público e destinada aos eventos paralelos. O apagão paralisou acessos e fez com que visitantes enfrentassem longas filas sob o calor intenso. Jornalistas, ativistas e convidados descreviam a cena como “caótica”.
E se faltou luz, sobrou desorganização. Quem tentou almoçar um pouco mais tarde descobriu que os quiosques de alimentação já estavam sem estoque, mesmo com os preços nas alturas.
Comer, aliás, virou luxo. Uma garrafinha de água custa R$ 25, e um combo simples de biscoito e refrigerante passa de R$ 40. O cardápio não é exatamente sustentável, pelo menos, para o bolso.
Antes da conferência, a preocupação era outra: as hospedagens caríssimas que afastaram delegações menores e países com menos recursos. O custo de vida em Belém acabou reduzindo o número de participantes e esfriando o entusiasmo de quem esperava uma conferência mais diversa.

