O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, declarou nesta terça-feira (12) que não apoia a realização de novas reformas no sistema previdenciário. Em entrevista ao programa “Bom Dia, Ministro”, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), o chefe da pasta destacou que a prioridade do governo deve ser buscar alternativas econômicas para garantir o equilíbrio das contas públicas, sem impor novos sacrifícios aos trabalhadores. As informações foram repercutidas pela CNN Brasil.
“Defendo que a gente encontre mecanismos que façam com que o sistema seja saudável sem a gente precisar fazer uma nova reforma”, afirmou o ministro.
Entre as medidas defendidas por Queiroz está a redução das isenções e renúncias fiscais, que, segundo ele, são concedidas com frequência e acabam comprometendo a arrecadação da Previdência, “para que a gente possa fazer com que esse dinheiro renda mais”, destacou.
A posição do ministro contrasta com propostas defendidas por parte do setor econômico, que vê na reforma previdenciária um caminho para equilibrar as contas públicas. A última reforma da Previdência foi aprovada em 2019, estabelecendo idade mínima de 65 anos para homens e 62 anos para mulheres que ingressam no mercado de trabalho.
Wolney Queiroz argumentou que novas alterações poderiam penalizar ainda mais o trabalhador brasileiro:
“Cada vez que se reforma a previdência, ou aumenta a alíquota, ou aumenta o tempo para se aposentar. Cada vez mais fica difícil para o trabalhador”, afirmou.
A fala do ministro indica que o governo federal pretende priorizar ajustes fiscais e administrativos antes de considerar mudanças estruturais no regime de aposentadorias.

