O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se reuniu nesta quinta-feira (13), no Palácio do Planalto, com ministros que já governaram seus estados para discutir estratégias na área de segurança pública. O encontro acontece em meio ao debate nacional sobre o projeto de lei antifacção, cuja votação foi adiada pela Câmara dos Deputados.
Segundo informações do G1, nove ministros participaram da reunião, sendo seis deles ex-governadores com experiência direta no enfrentamento à violência durante suas gestões. O objetivo foi ouvir avaliações e reunir propostas sobre as ações do governo federal no tema.
Experiência dos ex-governadores é destaque na reunião
Entre os participantes estavam Rui Costa (Casa Civil), ex-governador da Bahia; Waldez Góes (Integração e Desenvolvimento Regional), ex-governador do Amapá; Renan Filho (Transportes), ex-governador de Alagoas; Camilo Santana (Educação), ex-governador do Ceará; Geraldo Alckmin (Indústria, Comércio e Serviços), ex-governador de São Paulo; e Wellington Dias (Desenvolvimento Social), ex-governador do Piauí.
De acordo com um dos ministros presentes, Lula quis ouvir sugestões para formular uma linha de atuação mais unificada sobre o tema. “É preciso saber o que fazer para resolver o problema da insegurança e montar um discurso. O assunto tem gerado muito engajamento”, afirmou um integrante do governo à TV Globo.
Pressão de governadores e impasse no Congresso
O encontro ocorreu um dia depois de governadores alinhados à direita se reunirem com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). O grupo pediu o adiamento da votação do projeto que endurece o combate às facções criminosas — solicitação que foi atendida.
Desde a recente crise de segurança no Rio de Janeiro, no fim de outubro, líderes estaduais têm atuado de maneira conjunta para articular medidas de enfrentamento ao crime organizado. O Planalto agora tenta alinhar sua narrativa e estratégias com ministros experientes na gestão de crises semelhantes nos estados.

