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Política

Correios estudam plano de demissão voluntária que pode atingir 9% dos empregados

Estatal apresenta prejuízos há dois anos e solicitou empréstimo para custear operações

Crise empurra Correios para o mercado em busca de fôlego

Os Correios analisam a demissão de 10 mil funcionários, em um programa de demissões voluntárias. A estatal estuda reduzir em aproximadamente 8,6% o quadro atual de funcionários, de acordo com a CNN Brasil.

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A medida deve ser adotada após a estatal solicitar um empréstimo de R$ 20 bilhões de reais, com a garantia do Tesouro Nacional. Segundo a Agência Brasil, os Correios anunciaram as demissões como uma alternativa para cortes e despesas operacionais e administrativas. 

O empréstimo será para custear as operações dos Correios e para equilibrar financeiramente as contas da instituição nos anos 2025-2026, e gerar lucro à partir de 2027.

Estatal apresenta prejuízo desde o início deste ano

Segundo a Agência Brasil, entre janeiro e junho deste ano, os Correios apresentaram um prejuízo de R$ 4,36 bilhões. A estatal vêm apresentando prejuízos desde o ano de 2024, em que o déficit foi de R$1,3 bilhão.

De acordo com Emmanoel Rondon, presidente dos Correios, a estatal apresenta essa crise devido à alta concorrência nos comércios eletrônicos. 

“A nossa empresa não se adaptou de forma ágil a uma nova realidade e isso fez com que a gente sofresse em termos de resultados, de geração de caixa e da operação em si. Então, nos últimos anos, o que vem acontecendo na empresa é que a perda de competitividade vem fazendo com que a gente tenha perda de receitas”, admitiu Rondon.

Ainda de acordo com Rondon, o Postalis (fundo de pensão complementar dos funcionários dos Correios) é um dos principais itens nas despesas da empresa pública. Rondon acredita que há uma necessidade de negociação para uma solução melhor para os dias atuais. 

Federação defende canal de diálogo entre trabalhadores e gestão da estatal

Segundo a Agência Brasil, com o anúncio das medidas adotadas pela estatal, a Federação Interestadual dos Sindicatos dos Trabalhadores e Trabalhadoras da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (Findetec) defendeu a criação de um canal de diálogo entre funcionários e gestão. 

“Mudanças estruturais só têm efetividade quando debatidas com quem opera a empresa diariamente. A transparência nos dados econômicos, operacionais e atuariais, compartilhados previamente com representantes dos empregados, evita retrocessos e permite a construção de soluções alinhadas à realidade da base”, disse a Fentec em documento encaminhado em maio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

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