Uma investigação feita pelo Ministério Público do Rio de Janeiro mostrou que menos da metade dos policiais do CORE e do BOPE utilizaram câmeras corporais durante a megaoperação nos Complexos do Alemão e da Penha, segundo o G1.
Cerca de 2.500 agentes participaram da Operação Contenção, onde 77 dos 215 policiais do BOPE estavam utilizando câmeras corporais durante a operação. Já no CORE, cerca de 57 agentes utilizaram as câmeras.
Corporação alega falta de baterias extras
Segundo o Tribuna do Sertão, em depoimento prestado ao Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), o tenente-coronel Marcelo Corbage informou que o BOPE dispões de 18 baterias extras para as câmeras, e acrescentou que a operação fugiu da rotina habitual da corporação.
De acordo com Corbage, não foi prevista a necessidade de mais baterias reservas, já que a estimativa de duração da operação era de apenas cinco ou seis horas. A operação nos Complexos do Alemão e da Penha durou 12 horas.
MPRJ relatou lesões atípicas para STF
De acordo com a Agência Brasil, em relatório enviado ao Ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) relatou que duas mortes das 121 relatadas durante a operação, tiveram lesões atípicas para operações desse nível.
O relatório parcial ainda confirmou que todos os mortos eram homens, entre 20 e 30 anos de idade. Alguns corpos foram encontrados utilizando roupas camufladas, coletes com carregadores de munição e luvas táticas.
“A maioria dos corpos exibia múltiplas tatuagens, algumas sabidamente referentes a facções criminosas e ao extermínio de policiais”, acrescentou o relatório do MPRJ.

