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Política

Diretor da PF afirma que facções do Brasil não têm vínculos com terrorismo global

Andrei Rodrigues não enxerga participação de organizações criminosas brasileiras em crimes internacionais

Diretor da PF afirma que facções do Brasil não têm vínculos com terrorismo global

Nesta terça-feira (18), o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, foi convocado para uma oitiva na CPI do Crime Organizado, no Senado Federal. De acordo com a Agência Brasil, Andrei afirmou que não há investigações da PF que comprovem uma conexão entre as facções brasileiras e grupos terroristas internacionais.

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O diretor-geral da PF respondeu o questionamento do vice-presidente da CPI, Hamilton Mourão (Republicanos-RS), onde o senador citou a suposta presença de grupos ligados ao terrorismo na tríplica fronteira. O diretor da PF respondeu:

“Não tenho conhecimento de que tenha havido alguma relação. Não basta, eventualmente, alguém falar, citar, para que a gente afirme categoricamente que há conexão entre esses dois fenômenos, seja terrorismo ou crime organizado. Então, nas investigações, de maneira concreta, eu não vejo esse cenário”, explicou Andrei.

A CPI foi criada em 04 de novembro, para investigar a atuação de facções criminosas ao redor do país, após a megaoperação nos Complexos do Alemão e Penha, no Rio de Janeiro. 

Projeto em tramitação na Câmara

O projeto de lei está em discussão na Câmara dos Deputados para que, facções criminosas sejam enquadradas como terrorismo. O PL prevê que, caso seja aprovado, o terrorismo se enquadraria como crime inafiançável, insuscetíveis de anistia e com progressão de regime mais rígida. A Lei Antiterrorismo estabelece que as penas podem chegar a 30 anos de reclusão, inclusive para quem colabora com atos terroristas. 

Processos que envolvem facções seriam transferidos para a Justiça Federal, o que permitiria que as Forças Armadas atuassem de maneira direta em operações, sem necessidade de autorização prévia. 

O Governo defende uma proposta alternativa à Lei Antiterrorismo, e enviou ao Congresso o “projeto antifacção”, que busca ampliar penas e facilitar investigações, sem mexer com enquadramentos jurídicos. Além disso, o projeto prevê a criação de um banco nacional de dados para unificar as informações de segurança, e transferências imediatas de detentos, caso representem risco à segurança. 

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