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Política

Motta inicia votação do PL Antifacção: “Resposta mais dura da história”

União Brasil trabalha para apresentar um destaque que equipara organizações criminosas ao terrorismo

Motta inicia votação do PL Antifacção: “Resposta mais dura da história”

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), abriu a sessão desta terça-feira (18) com o sentimento de promessa cumprida. Antes de assumir a cadeira no Plenário,onde o PL Antifacção virou pauta única e símbolo do dia, Motta definiu a votação como “a resposta mais dura da história da Câmara dos Deputados contra o crime organizado”. A frase foi disparada aos jornalistas após uma reunião de líderes que se arrastou por mais de três horas e serviu para calibrar a temperatura política.

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“É uma resposta clara de que a Câmara não compactua com o crime organizado. Segurança pública é prioridade”, reforçou o presidente da Casa, apostando na narrativa da firmeza institucional.

Mas, nos bastidores, o clima não era de unanimidade. O PT entrou em cena para acusar o relator, Guilherme Derrite (PP-SP), de não dialogar com o governo. Enquanto isso, o PL já contava vitória e o União Brasil trabalha para apresentar um destaque que equipara organizações criminosas ao terrorismo, movimento encabeçado pelo governador de Goiás, Ronaldo Caiado, um dos rostos mais estridentes da agenda de segurança. Ele e Claudio Castro (PL), do Rio de Janeiro, circularam por Brasília no dia da votação, atentos à vitrine que a pauta oferece com 2026 já no horizonte.

Desde a semana passada, a votação era tratada como inevitável e Motta fazia questão de repetir que, desta vez, não haveria adiamento.