O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), voltou a Brasília pela segunda semana consecutiva. Na anterior, veio pressionar pela aceleração do PL Antifacção; nesta, o objetivo é acompanhar de perto a votação. Não é um movimento casual, a ação ocorre depois das operações no Rio e da escalada retórica sobre segurança pública. Ao chegar à Câmara dos Deputados, fez questão de credenciar o relatório de Guilherme Derrite (PP-SP), elogiou o texto, disse que o deputado “fez um bom trabalho” e, com ênfase calculada, arrematou: “o texto está bem maduro para votar”.
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), já havia deixado claro que não pretende recuar um milímetro da pauta que virou novo termômetro nacional. “Segurança pública exige firmeza, mas também garantias e eficiência institucional”, escreveu. Motta embalou o projeto como “a resposta mais dura da história do Parlamento” contra facções criminosas.
O chefe da Câmara sustentou que a votação sairia nesta terça-feira (18), tentando corrigir o tropeço da semana passada, quando teve de recuar diante da ofensiva comandada por Castro, Romeu Zema (Novo-MG) e Ronaldo Caiado (União-GO). Agora, com o clima mais ajustado, Guilherme Derrite entregou seu relatório no início da tarde desta terça.

