Por outro lado, há quem aposte que o caso Banco Master, justamente por suas conexões profundas com o mundo político, possa desencadear uma espécie de Operação Abafa. A lógica seria simples: estancar danos, reduzir a velocidade das apurações e evitar que nomes de peso sejam arrastados para o noticiário em um momento especialmente sensível.
Mas outros observadores em Brasília veem o cenário de forma bem diferente. Para eles, a engrenagem já está em movimento — e não há como parar. Os focos de investigação são múltiplos e independentes: Banco Central, Ministério Público Federal, Câmara Legislativa do DF, além das frentes parlamentares como a CPMI do INSS. Cada uma dessas esferas produz seu próprio fluxo de informações, investigações e vazamentos.
Resultado: todas essas linhas paralelas tendem a alimentar uma fogueira contínua, alimentada diariamente por novos desdobramentos. Uma fogueira que, por sua natureza, torna inviável qualquer tentativa de abafamento duradouro.

