Na CPMI do INSS, a deputada Coronel Fernanda, do PL de Mato Grosso do Sul, conseguiu transformar uma oitiva séria em um momento de espanto geral. Durante o depoimento do alfaiate João Camargo, ela perguntou se ele havia feito “um treininho” para falar ou se tinha tomado Rivotril antes da sessão.
A pergunta, completamente deslocada do contexto, virou o assunto paralelo da comissão. Não ajudou a esclarecer nada, não acrescentou informação relevante e, claro, não fez jus ao propósito de uma CPMI.
Em Brasília, onde o inusitado já virou rotina, o episódio apenas reforça como parte do ambiente político parece mais preocupada com performance do que com substância. Fica o registro: Rivotril não pode? Mas… perguntar isso pode?

