Roberto Augusto Leme da Silva, conhecido como Beto Louco, tornou-se uma das figuras centrais da Operação Carbono Oculto, que investiga um esquema de lavagem de dinheiro e fraudes fiscais ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC) no setor de combustíveis.
Como mostrou O Brasilianista, na coluna No Cafezinho, o investigado aceitou firmar um acordo de delação premiada, ampliando o alcance do caso.
Investigação
O Ministério Público de São Paulo identificou, em agosto, que Beto Louco tinha papel relevante na coordenação financeira da estrutura que movimentou mais de R$ 52 bilhões por meio de importadoras, distribuidoras, transportadoras e postos de combustíveis.
Como mostrou reportagem da CNN Brasil, parte das operações envolvia empresas de fachada, laranjas e fundos de investimento usados para ocultar a origem ilícita dos recursos.
A investigação aponta que o grupo atuava desde a importação irregular de insumos, como metanol, até a distribuição de combustíveis adulterados, passando por sucessivas etapas de sonegação fiscal que resultaram em um prejuízo estimado de R$ 7,6 bilhões aos cofres públicos.
Delação que movimenta Brasília
Beto Louco é um dos integrantes do PCC que atuava como um dos principais operadores da estrutura fraudulenta, com “conhecimento de negócio”.
Com a delação, homologada após negociação conduzida pelo advogado criminalista Celso Vilardi, autoridades esperam obter detalhes sobre a cadeia de funcionamento do esquema, a participação de intermediários e eventuais conexões que possam envolver agentes públicos e políticos – algo que tem movimentado Brasília, como mostramos na coluna No Cafezinho.
Como o conteúdo ainda está sob sigilo, não se sabe quantas frentes da investigação poderão ser atingidas.
A depender dos nomes mencionados, a colaboração pode provocar desdobramentos em outras instâncias da Justiça, inclusive no Supremo Tribunal Federal, caso pessoas com foro privilegiado sejam citadas.

