A liquidação do Banco Master e de outras empresas do mesmo grupo, entre elas o Letsbank, colocou o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) diante de um dos maiores desafios de sua história. O valor que o Fundo deve pagar aos clientes já é muito alto, estimado em R$ 41 bilhões, mas pode ficar ainda maior.
Se o Banco Master Múltiplo, que controla o Will Bank, também entrar em liquidação, o total pode chegar a R$ 49 bilhões.
A função do FGC e o tamanho da responsabilidade
Segundo o G1, o FGC funciona como um fundo privado que protege depósitos e investimentos caso o banco enfrente dificuldades financeiras, garantindo o dinheiro de correntistas e investidores mesmo se a instituição quebrar.
Hoje, o valor estimado para compensar quem comprou CDBs ligados ao Grupo Master já é o maior de todos os tempos. Trata-se de uma operação que supera tudo o que o Fundo precisou pagar em seus 30 anos de atuação, de acordo com o Info Money.
Reserva de liquidez e pressão extra
Para bancar esses pagamentos, o FGC terá de usar uma parte significativa de sua reserva, que soma R$ 122 bilhões e é formada por contribuições dos próprios bancos. Só o valor inicial de R$ 41 bilhões já representa cerca de um terço desse total.
Situação do Will Bank e possível aumento do valor
Apesar da liquidação do grupo principal, o Will Bank não foi fechado imediatamente, segundo o Valor Investe. Ele está sob administração especial temporária, uma espécie de intervenção supervisionada pelo Banco Central.
Como funciona o reembolso para o cliente
De acordo com o Correio Braziliense, a proteção do FGC tem um limite: até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ em cada instituição. Para receber o dinheiro, o cliente precisa fazer o cadastro no aplicativo oficial do Fundo, informar uma conta para o pagamento e aguardar a liberação.

