Galípolo afirma que Banco Central cumpriu protocolos ao acionar investigação sobre o Banco Master
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, declarou nesta terça-feira (25) que a instituição atuou dentro dos protocolos previstos em lei no episódio envolvendo o Banco Master. A afirmação foi feita durante audiência na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, segundo informações do UOL.
Galípolo explicou que, ao detectar possíveis inconsistências relacionadas ao banco, o BC seguiu o rito estabelecido: primeiro, a identificação técnica dos indícios; depois, a comunicação aos órgãos competentes para continuidade das investigações. De acordo com o presidente, a autarquia.
“A gente está vendo agora no caso de uma liquidação de um banco, que ocorreu agora, o Banco Central seguiu todo o procedimento legal demandado”, afirmou Galípolo.
O dirigente reforçou que, em situações desse tipo, o Banco Central não conduz sozinho todos os desdobramentos, mas aciona os órgãos de Estado responsáveis por cada etapa da apuração. Ele também defendeu a atuação técnica e institucional da autoridade monetária no caso.
“O processo que extrapola o que é a orientação, o que é o quintal do Banco Central, o Banco Central informa e comunica através da notícia de fatos ao Ministério Público”, destacou o Presidente do BC.
Caso Banco Master
Na segunda-feira (17), a Polícia Federal decretou prisão de Daniel Vorcaro, presidente e principal acionista do Banco Master. A decisão ocorreu um dia depois de um grupo liderado pela Fictor Holding apresentar proposta de compra da instituição. A oferta incluía aporte imediato de R$ 3 bilhões, mas dependia de aval das autoridades reguladoras, como apurou O Brasilianista.
No dia 18, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master. Segundo o Uol, durante o depoimento, Galípolo explicou que o Banco Central não tem competência legal para avaliar a conveniência ou o mérito de uma decisão de investimento tomada por uma instituição financeira, como a oferta de CDBs com remuneração acima das taxas de mercado. Segundo ele, a autarquia só pode intervir quando há indícios concretos de irregularidades operacionais ou descumprimento de normas prudenciais.
A audiência no Senado ocorre em meio às discussões sobre a responsabilidade do BC na supervisão de instituições financeiras e sobre os mecanismos utilizados para detectar irregularidades no sistema bancário.

