Após o governo de Donald Trump passar a considerar formalmente Nicolás Maduro, presidente da Venezuela, e integrantes de seu governo como membros de uma organização terrorista estrangeira, os Estados Unidos garante três possíveis e principais opções de ação militar no país sul-americano.
A decisão foi divulgada na última segunda-feira (24) e tem como alvo o chamado “Cartel de los Soles”. Apesar da acusação, Maduro nega qualquer vínculo com atividades ilícitas e seu governo afirma que o cartel não existe tecnicamente.
Conforme mostrado pelo O Brasilianista, um cartel é definido não como um grupo criminoso formal, mas uma rede descentralizada de integrantes das forças armadas supostamente envolvidos no tráfico de drogas.
Segundo o jornal O Globo, Trump agora possui “novas opções” de ação, visto que os EUA conseguiram autorização para que a CIA (Central Intelligence Agency, da sigla em inglês) opere dentro do território venezuelano. Entre as possíveis atividades da inteligência de segurança americana, ela pode coletar informações, sabotar o governo de Maduro ou mesmo capturar o líder venezuelano.
Porém, há uma convenção de que tais ações não trariam resultados, o que leva Washington a deliberar sobre intervenções militares na Venezuela, que podem ocorrer de três maneiras distintas.
Atacar forças militares venezuelanas
Uma das primeiras opções consideradas pela Casa Branca, ainda de acordo com O Globo, seriam ataques aéreos contra instalações militares venezuelanas, algumas envolvidas no tráfico de droga.
O objetivo do plano seria uma suposta fuga de Maduro ao perceber que está desprotegido. Dessa forma, seria mais simples de capturá-lo. No entanto, a estratégia pode ter efeito oposto, favorecendo o apoio ao chavista.
Captura de Maduro
Outra opção seria o envio de forças de Operações Especiais dos EUA com objetivo central em capturar ou matar Maduro. A justificativa de Trump para atacar um líder estrangeiro — atitude proibida pelas Nações Unidas — seria o suposto envolvimento de Maduro como chefe de uma quadrilha de narcoterroristas, ou mesmo que ele não é o líder legítimo do país, visto que os EUA não reconhecem o venezuelano desde as últimas eleições.
Nesse caso, o Departamento de Estado ofereceria uma recompensa de US$ 50 milhões (cerca de R$ 270 milhões) pela prisão ou condenação do venezuelano.
Dominar os campos de petróleo
Em um plano mais complexo e improvável, os EUA poderiam tentar assumir o controle de alguns dos campos de petróleo e infraestrutura da Venezuela, enviando tropas antiterroristas.
No entanto, essa alternativa traz mais riscos aos combatentes americanos — o que Trump busca evitar — e também aos civis.

