Chegou ao cafezinho da Câmara uma ironia que anda circulando tanto em gabinetes quanto em mesas bem-postas da Faria Lima. O iate de Daniel Vorcaro, aquele que virou símbolo involuntário da Operação Compliance, já ganhou um apelido que cola: FGC of the Seas. A razão é simples — e cruel. O barco teria sido adquirido graças ao lucro da venda de CDBslastreados na garantia do FGC – Fundo Garantidor de Crédito.
Mas a criatividade não parou por aí. Um deputado espirituoso — daqueles que não perdoam uma boa piada — completou: “E os aviões? São o quê?” A resposta veio imediata, com gargalhadas: FGC of the Skies, já que também entrariam no pacote de ativos comprados à sombra da política de garantia de crédito dos mesmos CDBs.
No fundo, é o velho humor político: quando o escândalo é grande, a imaginação cresce na mesma proporção. E as metáforas navegam — ou decolam — sozinhas.

