A liquidação do Banco Master fez com que fontes com bom trânsito em Brasília voltassem a falar de duas histórias pouco lembradas sobre a instituição financeira de Daniel Vorcaro. Uma delas é a investigação contra o Master na Operação Fundo Fake. A outra é a compra frustrada do banco BNI Europa.
Deflagrada em 2020, a Operação Fundo Fake apurou desvios no Instituto de Previdência Social dos Servidores Públicos do Município de Rolim Moura, em Rondônia. A investigação foi um desdobramento da Operação Miqueias, que analisou fraudes em investimentos feitos com dinheiro de fundos previdenciários públicos de diversos municípios brasileiros.
O Master é investigado na Operação Fundo Fake por supostamente ter transacionado títulos fraudados e emitidos com lastro em bens do instituto previdenciários dos servidores de Rolim Moura (RO). O banco de Daniel Vorcaro nega ter qualquer tipo de envolvimento com os crimes narrados.
Em fevereiro deste ano, Master, Vorcaro e outros investigados na Fundo Fake conseguiram liberar bens congelados pela Justiça Federal para garantir o pagamento do prejuízo de quase R$ 8 milhões aos cofres de Rolim Moura. A decisão partiu da Terceira Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, porque um dos investigados depositou todo o valor exigido pelo Judiciário.
Além do Banco Master e de seu dono, figuram como investigados outros conhecidos do mercado financeiro, como Reag, Foco DVTM e BRL Trust.
O banco dos brasileiros na europa
Em 2022, o Master já havia confirmado a compra do BNI Europa em Portugal e pago sinal de quase 9 milhões de Euros. Dizia que seu plano era se tornar o banco dos brasileiros na Europa. Mas o negócio foi desfeito pelo Master, após o banco com laços portugueses e angolanos rejeitar os nomes dos diretores brasileiros indicados pela instituição financeira de Daniel Vorcaro.
A recusa dos diretores brasileiros foi o discurso oficial dado ao fim da operação. Porém, jornais portugueses publicaram à época que a proposta do Master para comprar o BNI Europa foi recusada pelo Banco Central Europeu. O Banco Master havia pago quase 9 milhões de Euros justamente para capitalizar o BNI. Porém, a garantia desse dinheiro era formada por ações do próprio banco instalado em Portugal.
O BNI Portugal foi colocado à venda em 2019, por seu dono, o BNI Angola. O banco angolano tem como principal acionista Mário Palhares, um dos principais ex-diretores do Banco Nacional de Angola.
O Brasilianista permanece aberto para receber manifestações, posicionamentos ou esclarecimentos de todas os citados nesta reportagem. Caso queiram se pronunciar sobre o tema, os canais da redação estão à disposição.

