A indicação de Jorge Messias, então chefe da Advocacia‑Geral da União (AGU), feita pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (Lula), para ocupar a vaga deixada pelo ministro Luís Roberto Barroso, que se aposentou antecipadamente do Supremo Tribunal Federal (STF), movimentou Brasília.
A expectativa do Planalto é que Messias, com 45 anos e perfil considerado alinhado ao governo, possa atuar no STF pelos próximos 30 anos, até a aposentadoria compulsória prevista para os 75 anos.
Sabatina no Senado
Na terça-feira (25), o presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre, e o presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), senador Otto Alencar (PSD-BA), anunciaram a data da sabatina de Messias para 10 de dezembro de 2025.
A leitura formal da indicação ocorrerá em 3 de dezembro. Relatará o caso o senador Weverton Rocha (PDT-MA).
Caso seja aprovado na CCJ, o nome seguirá imediatamente para votação no Plenário do Senado, onde serão necessários pelo menos 41 votos favoráveis para a confirmação.
Tensão
A nomeação de Jorge Messias pelo governo Lula é vista como uma tentativa de moldar a composição do STF com alguém tecnicamente qualificado, mas também com proximidade política. O governo esperava
Do outro lado, Alcolumbre afirmou que ficou sabendo da indicação de Messias ao STF como todo mundo: pela imprensa no feriado de 20 de novembro. As informações são da Agência Senado.
A expectativa de acontecer a sabatina em novembro se esvaiu, uma vez que sem comunicado, não há processo e, sem processo, não há pauta para discussão na Casa. O Brasilianista também mostrou que a decisão de Lula pela indicação de Messias provocou o rompimento de Alcolumbre com o líder do governo na Casa, Jaques Wagner (PT-BA).

