O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reconheceu que manteve um telefonema recente com o líder venezuelano, Nicolás Maduro. A confirmação foi dada a repórteres durante voo no Air Force One. Segundo a Agência de Notícias Reuters, ele evitou dar detalhes sobre o conteúdo da conversa, limitando-se a dizer: “A resposta é sim”, ao ser questionado sobre o contato.
A ligação teria ocorrido no fim de semana anterior e incluiu a participação do secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, um dos mais críticos ao governo venezuelano dentro da Casa Branca. Fontes ouvidas pelo jornal afirmam que o tema central foi a possibilidade de um encontro presencial nos EUA, embora nada esteja marcado.
Pressão militar e decisões recentes em Washington
Conforme o G1, a comunicação aconteceu pouco antes da decisão do Departamento de Estado que classificou o Cartel de los Soles como organização terrorista estrangeira — medida que, para Washington, reforça a base jurídica para ações contra grupos ligados ao regime venezuelano. Maduro, porém, nega qualquer relação com o cartel e chama a acusação de “ridícula”.
Paralelamente, os EUA seguem ampliando sua movimentação militar no Caribe. Desde agosto, operações americanas bombardearam mais de 20 embarcações suspeitas de tráfico na região, resultando em dezenas de mortos. Oficialmente, o alvo é o narcotráfico internacional, mas autoridades disseram ao NYT que a ofensiva também pressiona o governo venezuelano.
Tensões aumentam em meio a operações no Caribe
O envio de navios de guerra, caças F-35 e do porta-aviões Gerald Ford reforça a presença militar norte-americana perto da costa venezuelana. Apesar disso, fontes consultadas pelo site Axios afirmam que não há plano imediato para capturar ou eliminar Maduro, na tentativa de conter especulações sobre um possível confronto direto.
Trump declarou recentemente que uma ação terrestre contra o narcotráfico na Venezuela deve ocorrer “muito em breve”, sem apresentar detalhes. Enquanto isso, Caracas acusa Washington de buscar uma mudança de governo, afirmando que as recentes decisões americanas fazem parte de uma estratégia para desestabilizar o país.

